Fundo de Mephisto e Paladino lutando com logo de Diablo IV Lord of Hatred à frente a a palavra "Review" em cima.
Fundo de Mephisto e Paladino lutando com logo de Diablo IV Lord of Hatred à frente a a palavra "Review" em cima.

Análise de Diablo IV Lord of Hatred uma expansão honesta

Análise de Diablo IV Lord of Hatred mostra como a expansão redefine o futuro da franquia com novas classes, sistemas e melhorias no endgame.

Análise – Diablo IV Lord of Hatred

Diablo IV entrou em uma nova fase com a chegada de Diablo IV Lord of Hatred. Mais do que uma expansão tradicional, Lord of Hatred representa a tentativa definitiva da Blizzard Entertainment de transformar Diablo IV em um RPG de ação sustentável a longo prazo.

Após Diablo IV: Vessel of Hatred funcionar como uma ponte narrativa focada em Mephisto, Nahantu e na classe Natispírito — além de apresentar um antagonista inicial pouco memorável — Lord of Hatred amplia a escala da experiência com novas classes, sistemas reformulados e uma abordagem mais robusta para concluir a chamada “Age of Hatred Saga”.

Lord of Hatred corrige problemas antigos de Diablo IV

Desde a estreia de Diablo IV, o principal alvo de críticas da comunidade sempre esteve relacionado ao endgame e à progressão. Embora atualizações como Loot Reborn tenham melhorado significativamente o loot e a estrutura geral do jogo, ainda existia a sensação de que o ARPG não possuía profundidade suficiente para competir diretamente com outros títulos do gênero.

Parte da Árvore de Habilidades da expansão Lord of Hatred de Diablo IV.

Um pouco mais de opções nas habilidades. (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

Lord of Hatred tenta resolver essa questão.

Entre as principais mudanças implementadas pela expansão estão:

  • árvores de habilidades reformuladas;
  • aumento da profundidade das builds;
  • retorno do Cubo Horádrico;
  • novo sistema de Talismãs;
  • melhorias na criação de itens;
  • Planos de Guerra para o endgame;
  • Traço de Ecos, atividade focada na progressão pelos níveis de dificuldade;
  • pescaria… sim, pescaria.
Bárbaro de Diablo IV ao lado de mercenário Raheir, pescando.

Não, você não vai pegar tilápia. (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

O grind agora é mais estruturado e permite direcionar melhor as atividades preferidas do jogador, mantendo o foco na experimentação. A expansão entrega uma sensação de progressão mais consistente já nas primeiras dezenas de horas, algo que Diablo IV demorou bastante para encontrar.

Paladino e Bruxo – As classes destaque

Imagem de Tela de criação de personagens de Diablo IV Lord of Hatred.

O imponente Paladino! (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

A classe de Paladino já havia me conquistado antes mesmo do lançamento oficial da expansão, e agora chega ainda mais forte graças às novas melhorias implementadas. Ainda assim, quem realmente rouba a cena em Lord of Hatred é o Bruxo.

Imagem de Tela de criação de personagens de Diablo IV Lord of Hatred.

A Bruxa e a dominação sobre o inimigo. (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

Segundo os próprios desenvolvedores, a proposta da classe era criar um conjurador brutal, agressivo e fisicamente intimidador, diferenciando-o do Necromante e do Mago.

O Bruxo aposta em:

  • invocações demoníacas violentas;
  • ataques em área extremamente viscerais;
  • builds focadas em caos e agressividade;
  • mobilidade ofensiva;
  • controle de multidões com efeitos infernais.

O Bruxo, dominador das hordas infernais, é extremamente divertido de jogar. Em uma das builds que testei, a classe se transformou em um verdadeiro canhão de vidro, causando dano absurdo em troca de pouca resistência. Como meu personagem inicial da expansão, consegui alcançar o Tormento 10 sem grandes dificuldades.

Imagem de Bárbaro de Diablo IV com a tela de Taslimã aberta.

Talismã preenchido, hora da luta! (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

Skovos traz nova identidade visual para Diablo IV

Visualmente, Lord of Hatred também representa uma mudança importante para Diablo IV. A expansão abandona parcialmente o tradicional visual gótico para explorar ilhas costeiras mais coloridas, ruínas antigas e uma arquitetura inspirada nas origens de Santuário.

Mesmo que Vessel of Hatred já apresentasse boas ideias visuais, Skovos eleva o nível artístico de Diablo IV com cenários mais vivos, detalhados e variados.

Ainda assim, o clima opressor e intimidador característico da franquia permanece presente durante toda a campanha.

Narrativa mais equilibrada fortalece a expansão

Em Vessel of Hatred, o foco excessivo em Neyrelle, aliado a um antagonista inicial esquecível, acabou deixando o protagonista em segundo plano. A expansão anterior funcionava quase exclusivamente como uma ponte narrativa para Lord of Hatred.

Agora, a história se mostra mais equilibrada e melhor construída, trazendo maior destaque para o personagem principal sem deixar de lado figuras conhecidas e carismáticas da franquia.

A narrativa encontra os momentos certos para desenvolver emoção, enquanto o arco envolvendo Mephisto finalmente ganha o peso necessário para sustentar a trama.

Além disso, a expansão trabalha muito melhor o senso de consequência desde o início, algo essencial para o universo de Diablo.

Endgame ainda é o principal desafio

Apesar da evolução significativa, ainda existem limitações importantes.

O endgame continua essencialmente o mesmo, porém mais organizado e permitindo direcionar melhor as atividades favoritas do jogador. Isso melhora a obtenção de loot e amplia as possibilidades de experimentação, seja com classes, builds ou os próprios Planos de Guerra.

Tela com plano de guerra e árvore da cidade subterrânea.

Direcione seu plano de guerra e tenha um loot excelente! (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

A variedade de atividades ainda é relativamente pequena quando comparada a outros grandes ARPGs do mercado. Mesmo assim, o saldo final é bastante positivo e parece ter agradado boa parte da comunidade.

Lord of Hatred muda a percepção sobre Diablo IV

O aspecto mais importante da expansão talvez não esteja apenas em seu conteúdo, mas no impacto causado sobre a imagem de Diablo IV.

Quando o jogo foi lançado, muitos acreditavam que a Blizzard dificilmente conseguiria repetir a relevância histórica de Diablo II ou alcançar a longevidade conquistada por Diablo III. Hoje, essa percepção parece ter mudado consideravelmente.

Tela do Cubo horádrico e alguns dos consumíveis que dá pra usar.

Qual item eu vou melhorar agora? (Imagem: Acervo Pessoal/Mestre Xis).

Lord of Hatred transmite a sensação de que Diablo IV finalmente encontrou sua identidade:

  • acessível sem ser superficial;
  • narrativo sem abandonar o loop viciante de loot;
  • expansível por muitos anos.

Ainda existem desafios importantes pela frente, principalmente no equilíbrio das temporadas e no refinamento do endgame. Porém, pela primeira vez desde 2023, Diablo IV parece plenamente alinhado com o potencial que prometia desde seu anúncio original.

Para a Blizzard, essa talvez seja a maior vitória de Lord of Hatred. A expansão talvez não resolva todos os problemas de Diablo IV, mas finalmente entrega a sensação de que a franquia voltou a caminhar na direção certa.

Para quem nunca jogou Diablo IV, este é um excelente momento para começar. Já os veteranos provavelmente encontrarão aqui motivos suficientes para retornar por muitas horas.

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